poema pra T.
Daqui a pouco, de novo
horas de te ter
deletam-se padrões
A cada conjunção reposta
suspendem-se previsibilidades -
tempo de deleites
Onde reiventam-se relógios
e amalgamam-se respiros-impulsos
(finalmente teu corpo subjugado)
Nos suspensos tempos inventados
desliza tua delgada silhueta morena
no chão, no banho, na cama
Aspiro pelos pubianos teus
numa genuflexão imprescindível
(hora de sorver secreta buceta)
Corta o quarto teu gemido
conquanto minhas narinas lá passeiam
em arranjos de pelos e intimidades
Espelho de mostrar formas doces
tua bunda demarcada
a firmeza da lingerie
Transmutam-se, oníricos, quartos e banheiros
alargado espaço (tempo dilatado)
vale ainda acasalar - fêmea e macho
Sombra, colar, pulseira, seda, batom
tua toda lógica
de menina (moça, puta)
Capturado, olho dominando
sobra desejo para que alimentes
(assim: subjugo, disciplino, corrijo, ensino)
Então, te penetro (indelicadamente).
E te resta, fêmea domada, o gozo.
2/09/2010
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