quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Deslimite

poema pra T.

Daqui a pouco, de novo
horas de te ter
deletam-se padrões

A cada conjunção reposta
suspendem-se previsibilidades - 
tempo de deleites

Onde reiventam-se relógios
e amalgamam-se respiros-impulsos
(finalmente teu corpo subjugado)

Nos suspensos tempos inventados
desliza tua delgada silhueta morena
no chão, no banho, na  cama

Aspiro pelos pubianos teus
numa genuflexão imprescindível
(hora de sorver secreta buceta)

Corta o quarto teu gemido 
conquanto minhas narinas lá passeiam
em arranjos de pelos e intimidades

Espelho de mostrar formas doces
tua bunda demarcada
a firmeza da lingerie 

Transmutam-se, oníricos, quartos e banheiros
alargado espaço (tempo dilatado)
vale ainda acasalar - fêmea e macho

Sombra, colar, pulseira, seda, batom
tua toda lógica
de menina (moça, puta)

Capturado, olho dominando
sobra desejo para que alimentes

(assim: subjugo, disciplino, corrijo, ensino)

Então,  te penetro (indelicadamente).

E te resta, fêmea domada, o gozo.
                                           (plena)

2/09/2010

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