Poema contra o golpe
Inútil
( ou descartável supérflua)
Essa coisa de poesia
Entretanto insistimos
Empilhando versos
Teimando
Porque ainda mais em tempos assim
Versos gritam - impertinentes
Altivos – quase pretensiosos
Sei nada sobre liberdade
Outrora, eu li, todos sufocados foram
Interdição total – qualquer pensar pisoteado pela botas dos fardados
Novamente, de novo, repetindo?
Roda viva girando reversamente
Covardes caretas apertando todos botões
Penteados e calvícies cafonas
Discursos tatibitates – de vulgares meliantes
Homens feios que fingem rezar
(mas odeiam )
Que tanta burrice
Que tanta feiura
(pomposamente ocas como a prosa atrapalhada)
São não nada donos de tudo - todavia
Que estamos aqui, muito, ainda
Arquitetando novidades
Poemizando futurices - plenas de utopias
(projetando outra terra –
igualitária)
Cúpidos e covardes eles
Tresloucados - uns poucos gostam ou seguem
( mas não sequestrarão o país)
Sem telas alucinógenas -
ou mesmo com globos e
vesgos congressistas (psicopatas ladrões)
Passaremos
Pisoteando as cabeças carecas deles
(pois estamos de pé – e somos todas milhões)
Julian
16.04.2016
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